Masculinidade – Pare 2

Na primeira parte estabelecemos as principais mentiras usadas para desconstruir a masculinidade e afeminar os homens. A ideia de que a masculinidade é uma máscara e portanto frágil e patética, e a ideia de que é tóxica a não ser que mostremos nossas vulnerabilidades e entremos em conato com nosso “lado feminino”. E quanto mais os homens compram essas mentiras mais afeminados ficam e mais os valores femininos ganham importância, necessariamente em detrimento dos masculinos, na sociedade como um todo. Segurança acima da liberdade, “justiça” social acima de meritocracia, inclusão acima de competição e sentimentos acima de fatos.

Mas como essas mentiras são vendidas para os homens? Por que eles se voltariam contra si mesmos? Com mais mentiras é claro. As cinco principais são as seguintes:

Uma promessa de aliviar o fardo da performance

Ser homem é performar. Se torna homem, se nasce mulher. A mulher é um ser humano, o homem é um fazer humano. Valemos apenas aquilo que somos capazes de prover. Para as mulheres isso significa status, conexões sociais, suporte financeiro, proteção física, segurança emocional e psicológica, sexo de qualidade, boas emoções e filhos.

Inerentemente estamos cientes de que a partir do momento em que não mais consigamos performar, o amor acaba. Talvez não imediatamente, mas é uma questão de tempo. Como disse o comediante Chris Rock: “Se você perder o seu emprego vai perder a sua mulher. Ela pode não te deixar no dia em que perder, mas o relógio está correndo”. A comédia parece ser um dos únicos lugares onde ainda de pode dizer verdades.

A reação inicial mais comum ao fardo de performance é uma reação muito negativa. Mas enxergar o fardo de performance como algo negativo é ter uma perspectiva afeminada. Isso porquê o fardo de performance representa a necessidade da força, do risco, da competição e da vitória. O antílope é rápido pois o leão corre atrás dele. Você é, ou deve tentar ser tanto quanto possível, forte, habilidoso e bem sucedido porquê pesa sobre você o fardo da performance. O fardo da performance é o que nos torna homens. É um presente.

Mas muitos homens choram, reclamam e se vitimizam: Por quê eu? mimimi É tão injusto. Eles não querem jogar o jogo dos homens. Querem ficar em segurança com as mulheres e as crianças. Para esse tipo afeminado, fraco, covarde e desonroso a promessa de alívio do fardo de performance é tudo que ele quer ouvir. A promessa de que ele será amado não mais por ser “o que” ele é, mas por ser “quem” ele é. Mas no final das contas nem as mulheres e nem o mundo se importam com “quem” você é ou qual a sua cor favorita, mas com “o que” você é. Forte ou fraco, corajoso ou covarde, habilidoso ou incompetente, honroso ou desonroso, vencedor ou perdedor.

Um apelo moral ideológico ao equalismo igualitário

Apelar para a falsa ideologia da igualdade. Todo o movimento feminista foi construído sobre essa premissa e sem ela todo seu projeto desaba como um castelo de cartas. O primeiro documento feminista da modernidade é a declaração de sentimentos publicada por Elizabeth Stanton em 1848. Essa declaração consiste na enumeração de 16 exemplos de desigualdade de direitos ou resultados entre os homens e mulheres. Tendo enumerado essas desigualdades eles afirmam que partem da premissa de que os homens e as mulheres são criados iguais e que portanto as mulheres são oprimidas. Todo esse projeto feminista moderno é fundamentado na ideia de que os homens e as mulheres são iguais funcionais. Aqui é feito o apelo moral, a acusação de opressor.

Identificação com o feminino como uma estratégia sexual

Vende-se aqui a ideia de que se identificar com o feminino, seus interesses e seus valores vai te deixar mais atraente para o sexo oposto. Na realidade apenas revela o quão incapaz de jogar o jogo dos homens você realmente é.

Não ser como “os outros caras”

Em uma sociedade na qual a masculinidade é demonizada e os garotos são tratados como garotas deficientes, na qual muitos garotos enxergam os “babacas” dos seus pais da perspectiva de suas mães solteiras, surge o desejo de “não ser como os outros homens”. A premissa de que há algo errado com os homens é uma crença necessária para ter esse pensamento. Se você já disse isso, tenho um conselho para ti. Em vez de ser um afeminado talvez você devesse se reconectar com o “babaca” do seu pai. Ele comeu a sua mãe, então deve ter feito algo certo.

Um porto seguro. A possibilidade de um amor que não seja condicionado no fardo da performance

Essa é realmente uma continuação da primeira mentira. A primeira trata de não querer fazer o trabalho e correr os riscos para obter sucesso, Essa já é o desejo do homem que fez o trabalho de não ter que continuar mantendo tudo que ele construiu. O desejo de um porto seguro para a tempestade da competição sexual. Mas a verdade é que tal porto seguro não existe.

Aqui se vê homens facilitando a realidade feminina como uma forma de gerar crédito no relacionamento, Homens que deixam de ir na faculdade para trabalhar duro e pagar a faculdade de suas mulheres por exemplo. Eles pensam que assim obtém crédito, que suas mulheres não vão deixa-los caso deixem de performar. Mas não é assim que funciona. Não importa o quão bom pai ou marido você seja, ou quantos sacrifícios faça para facilitar a realidade da sua mulher, a hipergamia não se importa.